bela
canção com uma estrutura, ainda que clássica, que já
traz alguns traços da composição do novo álbum de
Tori Amos: um baixo ritmado com uma bateria que, na metade das canções,
dá apenas o andamento da canção. O piano volta a ter mais
importância, ditando a emoção presente na letra, juntamente
com a voz de Tori, belíssima, como sempre. A virada que surge na canção,
no refrão, e que é seguida de um momento de contemplação,
é maravilhosa, e chegou a ser comparada, por internautas, ao momento
"ballerina" de "Spark". No entanto, considero esta observação
muito forçada, já que em "Spark" a virada melódica
é seguida de um momento de frenesi musical que só diminui a velocidade
nos últimos segundos da música, ao contrário do que acontece
em "Amber Waves".