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Under The Pink

Neste álbum, como já sugere o título, Tori fala sobre todas as relações possíveis entre mulheres e também destas com Deus. Depois do primeiro álbum solo, Tori volta mostrando que tudo o que fez em Little Earthquakes pode ser ainda reelaborado, revertido e recriado. Isso faz o segundo álbum de Tori parecer uma espécie de "parte 2" do primeiro disco. Isso não significa perda de qualidade, bem pelo contrário. Do ódio entre mulheres ao ódio à religião, tudo acaba caindo na boca irônica e sarcástica de nossa amada Tori. Arranjos elaboradíssimos, melodias únicas (que, para mim, sempre constituiram um mundo a parte dentro da música mundial) e letras complexas e confessionais continuam sendo o tom da cantora/compositora/pianista. Apesar de TODAS as músicas serem fantásticas, não dá para deixar de citar:
Cornflake Girl - que consagrou Tori definitavemente na música mundial, e que faz uma crítica mordaz a mãe da "família do comercial de margarina". Inesquecível Tori dizendo "Never was a cornflake girl thought that was a good solution".
Yes, Anastasia - se um dia eu tiver uma filha, eu ponho o nome de Anastasia! Essa música é um verdadeiro épico, uma saga urbana atemporal em que Tori Amos rompe a barreira do som e dos sentidos ao gritar "We'll see how brave you are we'll see how fast you be running we'll see how brave you are, we'll seeeeeeeeeeeeeeeeee"

 


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