meus comentários |
||||||
|
1 >
O primeiro álbum solo de Tori Amos é totalmente marcado pela verve confessional, uma das coisas que tornou Tori famosa e que tantas outras celebridades da música copiaram sem dó nem piedade, e muito menos vergonha na cara. Pouco depois do fracasso de Y Kant Tori Read, quando dirigia seu carro para voltar para casa, Tori foi estuprada. O acontecido levou Tori a meses de depressão, o que fez nossa deusa ter as idéias para a composição do que seria Little Earthquakes. Muito tempo depois, Tori levou o material que já tinha composto para os executivos da Atlantic Records, que já tinham lhe dado à oportunidade de lançar o fracassado primeiro álbum. No entanto, ao conferirem o que Tori tinha feito, resolveram lhe dar mais uma oportunidade e pediram a ela que fizesse mais músicas. Não deu outra: o álbum estourou como um sucesso incontrolável de crítica e público, arrecadando legiões de fãs ensandecidos e fidelíssimos a grande deusa apocalíptica. Little Earthquakes foi um sopro de vida (pedindo licença para parafrasear Clarice Lispector) no mundo musical do início da década de 90: enquanto a ceninha musical era infestada por bandinhas alternativo/grunge como Nirvana e Perl Jam, que se grudavam numa guitarra, tirando notas inaudíveis e letras equivalentes, Tori inundou tudo com suas melodias elaboradíssimas e letras complexas, com referências a sua vida particular, e tantas outras coisas, que até hoje confundem os fãs. É até um pecado, para não dizer uma heresia, querer dar uma lista de "melhores faixas", portanto vou me abster disto. Contudo, me reservo a comentar as seguintes canções:
|
|||||
|
|
||||||