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from the choirgirl hotel

Como a própria Tori afirmou, lá se foi uma trilogia formada, obviamente, por Little Earthquakes, Under The Pink e Boys for Pele. E em 1998 ela novamente surpreende os fãs com um álbum que dá uma nova guinada em seu estilo musical. A começar pelo fato de que Tori, pela primeira vez, decide chamar músicos para formar uma banda que, além de gravar o álbum com ela acompanhe-a pela turnê do mesmo. Foi o que aconteceu. E isso, ao que parece, também afetou sua música pois, também pela primeira vez, ela trata seu piano de igual para igual com os outros instrumentos, sem fazê-lo sobrepujar todas as outras sonoridades presentes na música. Mas não é só isso: além da música funcionar em conjunto com a banda, é o primeiro álbum em que Tori flerta, abertamente, com a música eletrônica, sem contudo tornar isso o centro do álbum. Tudo na melodia das canções é balanceado.
Depois de lançar o álbum Tori revelou que sua inspiração principal ao compô-lo foi um aborto que sofreu no decorrer da tour Dew Drop Inn, de 1997, que promoveu Boys for Pele. Esse fato é insinuado em muitos momentos de from the choirgirl hotel, mas é na canção "Playboy Mommy" que o fato é posto ao conhecimento público (no estilo Tori, claro).
from the choirgirl hotel é definitivo e surpreendente. Quando, depois de três excelentes álbuns, você acha que já recebeu tudo de Tori Amos ela surge é põe toda sua legião de fãs em prostração absoluta e contínua. É um álbum soturno, estranho e, por vezes, mórbido. No entanto, tudo o que sempre definiu Tori, continua lá: a ironia, o ódio e o confessionalismo. Algumas canções que são marcos absolutos do álbum são:
Spark - depressiva e pessimista, com uma bela melodia e letra. Devo confessar que essa canção possui um dos meus versos preferidos na história musical de Tori: "if the Divine master plan is perfection. maybe next I'll give Judas a try".
Cruel- deliciosamente inovadora para o estilo de Tori, a canção que flerta com sonoridades eletrônicas, surpreende pela total e absoluta ausência do piano. Fantástica.
iieee - com uma melodia que nos incita um ritual ocultista, Tori nos mostra um amor que beira o auto-sacrfício (pra não dizer suicídio) "I know we're dying·and there's no sign of a parachute·we scream in cathedrals·why can't it be beautiful·why does there gotta be a sacrifice".
Liquid Diamonds - talvez uma das mais belas composições de Tori, ao lado de "Hey Jupiter". Melodia e letras (que falam de arrependimento e desorientação) são de arrepiar e causar espasmos convulsivos em qualquer fã de Tori Amos. "I guess I'm an underwater thing I'm liquid running there's a sea secret in me it's plain to see it is rising but I must be flowing liquid diamonds".
Northern Lad - mais uma belíssima balada de Tori. Quem não chega as lágrimas ao ouvir essa estória do fim de um amor, interpretada por Tori como se o mundo estivesse sumindo debaixo de seus pés? "Don't say that you Don't and if you could see me now said if you could see me now girls you've got to know when it's time to turn the page when you're only wet because of the rain"
Playboy Mommy - composta baseada no aborto sofrido por Tori. Preciso dizer mais alguma coisa? "little girl they'll do you no harm. cause they know. Your playboy mommy. but when you tell em my name. from here to Birmingham I got a few friends"

 


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