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21 de fevereiro de 2005
The New York Times
Novos CDs - por Jon Pareles
Tori Amos tem se acalmado ultimamente. Ela tem evitado seus saltos vocais agitados por um registro mais alto, seu ocupado piano clássico filigrine e suas mais abstrusas associações-livres verbais[sic]. Em seu novo álbum, The Beekeeper (Epic), ela oferece algo como uma canção de amor mais direta em "Sleeps with Butterflies", refletindo sobre um amante que está voando por algum lugar e prometendo, "You say the word you know I will find you/Or if you need some time I don't mind."
A senhora Amos nunca será uma compositora convencional. Ela se estabeleceu na década de 90 com canções musicalmente intrincadas mas duras sobre os traumas e desejos de uma jovem mulher, conquistando fãs que tem permanecido com ela enquanto ela se movia do confessionalismo para o estudo de personagens, da estórias contadas para a abstração. Ela ainda tem muito em sua mente: luxúria, fé, maternidade, inconstância, guerra, inqietação, morte. E ela tem ambição suficiente para mistura-los todos em canções que giram imagens como de sonhos e adotam viradas musicais por capricho.
the Beekeeper is um generoso, até mesmo super-estufado álbum, 19 canções e 79 minutos de duração, com um elaborado esquema envolvendo seis jardins de canções inspirados pelas células de seis lados do favo de mel (a senhora Amos não tem qualquer medo da valia). As canções são colagens estáticas de sensações, mas com pistas suficientes para uni-las.
Mas The Beekeeper é o seu álbum mais pé no chão em anos, porque a senhora Amos tem decidido que ela não tem que empacotar cada impulso em cada canção. Agora, algumas vezes, uma melodia simples e um ritmo firme são o suficiente.
Junto com seu piano, a senhora Amos frequentemente toca um orgão Hammond em The Beekeeper, e a combinação a leva ao encontro da música soul em canções como "Sweet the Sting" e "Witness". Há em senso de tranquilidade que a senhora Amos raramente tem mostrado antes, e há alguns lampejos de humor, onde ela brinca com sua voz em "Cars and Guitars" e "Hoochie Woman". Quando a senhora Amos torna-se rapsódica, geralmente quando ela pensa sobre política e religião em canções como "General Joy" e "Original Sinsuality", ainda há algum espaço para respirar.
As canções mais eficazes são as mais tranquilas, particularmente "a própria "The Beekeeper". Deixando o piano de lado, a senhora Amos coloca sua voz dentro de uma estranha produção eletrônica, cantando sobre um anjo da morte reassegurado que canta, "I promise that she will awake Tomorrow Somewhere." Não menos ambiciosa do que antes, a senhora Amos está encontrando maneiras de fazer suas canções mais acessíveis.

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