|
|
1 >
17 de fevereiro de 2005
Gay & Lesbian Times
Já temos dois anos desde que Tori Amos lançou um álbum de material novo, mas com seu último lançamento, The Beekeeper (lançado pela Epic/Sony em 22 de Fevereiro, Amos entrega fábulas íntimas que ascendem com elegância e complexidade. O disco de 19 faixas, quase com 80 minutos de duração, é seu nono álbum atravessando uma carreira que iniciou-se no início dos anos 90 com seu disco de multi-platina aclamado pela crítica, Little Earthquakes (Atlantic, 1992). Amos produziu o álbum ela própria e gravou no Reino Unido, no estúdio Martian Engeneering, como o baterista Matt Chamberlain e o baixista Jon Evans, uma dupla com quem ela vem gravando e se apresentando desde 1998.
Como acompanhamento a The Beekeeper, relações de sangue são um dos vários temas explorados em seu novo livro "Tori Amos: Piece by Piece" (Broadway Books), que chegou as prateleiras em 8 de Fevereiro. Amos uniu-se com a aclamada jornalista Ann Powers para apresentar um fascinante retrato de sua vida dentro e fora dos holofotes. O livro captura rápidas aproximações em sua vida pessoal como mulher e mãe, sua arte das apresentações ao vivo, as origens do seu processo de composição, suas turnês pelo mundo e rígida educação religiosa dela.
"Piece by Piece" is uma leitura obrigatória para fãs que queiram mergulhar mais profundamente na mente de Amos e nos eventos históricos que a moldaram como a talentosa musicista que ela é hoje.
Essa não é uma biografia tradicional de um músico, mas sim um instrumento de referência que os fãs podem usar para guiá-los através da mente complexa de Amos e da música que ela cria.
Cada um dos oito capítulos cuida de um aspecto diferente da história e da vida diária moderna de Amos. Aspectos detalhados de suas experiências de infância trazem o leitor para mais perto. Anedotas pessoais interessantes, algumas referências não concluídas, e material nunca lançado que Amos tem escrito intrigam o leitor ainda mais. Na "discussão das 25 canções", Amos explica a maior parte das canções de The Beekeeper e algumas faixas relevantes de álbuns mais antigos.
A avó paterna de Amos, que ela chamou de "A Puritana" ou "A Indutora de Vergonha", foi uma catalisadora da maior parte da honestidade e sinceridade de Amos. Ela sabia desde muito nova que não seria a tradicional filha de um reverendo metodista que obedecia a dedos autoritários. Amos escreve, "com cinco anos eu sabia que estava em guerra com minha avó."
Essa tendência a divisão na alma de Amos tem influenciado enormemente suas composições, sua personalidade e sua maturidade musical por anos. Sempre obscura, suas letras são diferentemente interpretadas com frequência e raramente são completemente entendidas. As canções tem se tornado mais e mais complexas com o passar dos anos e estão repletas com uma multiplicidade de referências bíblicas e históricas. The Beekeeper não é diferente neste aspecto.
No novo álbum, Amos incorpora um excelente orgão Hammond B3 a mistura, em complemento ao seu usual piano Bösendorfer. O uso do órgão foi a despedida da maior parte de seu material antigo.
"The Beekeeper é musicalmente inspirado pelo fato de que o piano percebeu que ela tem um órgão - com minha mão direita sobre seu órgão e minha mão esquerda nas teclas do seu piano, eu fui modificada pelo relacionamento entre essas duas criaturas lindas, o piano Bösendorfer e o órgão Hammond B3", Amos disse em uma nota à imprensa da Sony.
Como em todos os seus álbuns, Amos cria um tema abrangente. As canções de The Beekeeper todas se relacionam ou polinizam-se umas as outras em algum aspecto, segmentado em seis diferentes jardins - o jardim das rochas, o jardim deserto, o pomar, rosas e espinhos, a estufa e os elixires e ervas. Amos disse no livro "Piece by Piece" que as canções são "independentes mas conectadas umas as outras, como a estrutura hexagonal das células que constituem a colméia.
Amos lidera a sonoridade de uma live-band funkeada e mescla isso ao seus vocais pessoais e golpes precisos no piano. Algumas faixas apresentam percussão Afro-Cubana enquanto o Coro Gospel da Comunidade de Londres contribui com vocais de apoio soul em quatro canções do álbum, incluindo "Witness", a mais impressionante despedida do estilo musical usual de Amos.
Amos faz uso completo de seu orgão Hammond em "Witness" adiocionando-se eo seu completo sentimento gospel sulista[?]. Como em muitas das suas canções, Amos mistura um pouco as coisas. Durante a ponte de quatro minutos, dentro dos seis minutos da canção, ela vai do orgão ao piano, mudando completamente a melodia, cantando desesperadamente, "Is there a way? Is there any way forward?" (Há um caminho? Há um caminho adiante?). Esta é uma canção sobre a traição e Amos procura atravessar esta emoção e ir em frente.
A música de Amos tem sempre sido tão não-comercial quanto possível, com a maior parte das rádios não tocando nenhuma de suas músicas, ou optando por tocar uma faixa, se os fãs forem sortudos. Não espere nenhum sucesso das paradas em The Beekeeper, mas talvez você ouça "Cars and Guitars" chegar as ondas de rádio nos próximos meses. É perfeita para um lançamento comercial, com ganchos de guitarra atraentes e melodia completa, tanto quanto letras divertidas como "você me igne novamente" e "recapeie meus pneus novamente, você sabe". "Piece by Piece" explica a personagem dessa canção como uma mãe que esta farta de suas responsabilidades diárias, refletindo se ela deve simplesmente "manter-se dirigindo" durante a repetição do refrão.
Há muitos sons tradicionais de Amos em combinando pianos intrincados com harmonias vocais angélicas, respiradas. "Barons of Suburbia" é um fast tempo, uma cavalgada caótica com algumas improvisações vocais excelentes no final. Muitos fãs só conseguem experimentar este tipo de experiência em performances ao vivo, mas Amos finalmente captura isso em uma faixa de estúdio. Amos adiciona a complexidade da canção a performance simultânea no orgão e no piano.
"Original Sinsuality" é uma faixa que se destaca, a mais crua e curta canção do álbum, apenas com pianos e vocais. Ela o assusta, fazendo referência a fruta da árvore no Jardim do Éden como o sabor do conhecimento e da sensualidade ao invés do pecado. É quase uma vergonha que tenha apenas dois minutos. Sua crueza realmente o leva aos velhos dias de Tori Amos.
A bateria suave combinada com um piano otimista contra uma guitarra suave em "Martha's Foolish Ginger" é também reminescente de uma época antiga de Amos, com uma sonoridace fresca e inocente. Ela canta sobre dois amantes em um barco com o nome do título da canção. em "Piece by Piecce", Amos explica que ela começou a escrever a canção há anos atrás, mas ela não tinha capacidade de terminá-la até recentemente, quando ela estava nas águas da Baía de San Francisco.

|