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8 de setembro de 2001
Blender Magazine
TORI AMOS
STRANGE LITTLE GIRLS (5 estrelas de 5)
Atlantic
Excêntricas mas criteriosas regravações
Desde a execução deprimida de seu piano de "Smells Like Teen Spirit"surgiu no EP de Crucify em 1992, a cantora e compositora Amos tem ganho a aprovação dos expectadores pelo seu hábito de reinventar as canções de outras pessoas ao vivo. Mas StrangeLittleGirls leva o assunto inteiramente para outro nível. Trabalhando tanto sozinha quanto com sua banda, ela afina doze famosas melodias, tranformando-as em astutas críticas de gênero. "97 Bonnie & Clyde", de Eminem, é entregue com um sussurro tão suave que faz a violência das letras gritar, enquanto "Heart of Gold", de Neil Young recebe um arranjo "punky", tão "Agora eu quero ser seu cachorrinho" que elegantemente esfaqueia o esnobismo "folk" da canção. "...Girls" não é tão pop-amigável quanto From the Choirgirl Hotel, de 1998, mas a versão gravemente bela de Amos de "Enjoy The Silence", do Depeche Mode, é irresistível.
No quarto do piano com Tori Amos
Ei, tudo é, como, energia aqui. Como vão as coisas aqui?
Oito horas de Londres em estradas ventosas e campestres isolam Cornwall, o mais remoto município da Inglaterra. É aqui que a poetisa de cabelos flamejantes, Tori Amos, fez o seu lar, em uma fazenda de 300 anos, com seu marido, Mark Hawley, e sua filha, Natashya. E é também aqui que Amos construiu um aconchegante estudio de gravação que consiste de um pequeno quarto repleto de "faders" e "mixers" e um grande aposento cheio de pianos e outros instrumentos de teclas. Esse "quarto do piano" foi onde Tori Amos acabou de gravar seu 6º álbum um provocativo romance de regravações entitulado StrangeLittleGirls". As 12 canções foram originalmente escritas por homens The Beatles, Eminem e Neil Young estão entre eles -- mas Amos os reconstruiu e repreencheu do ponto de vista do sujeito femino. Para Amos, tal ousadia conceitual surge em grande parte pelo distanciamento da multidão enlouquecida. "Eu gosto de estar longe da gravadora", ela diz, com rapidez. "Para eu realmente criar, tenho que estar longe das pessoas que estão perseguindo meu trabalho."

DAVID QUANTICK
textos nos quadrados em destaque:
ÁGUA (uma linha aponta para uma garrafa de água)
A água tem uma simbologia assustadora no novo álbum, que oferece uma versão de '97 Bonnie and Clyde, de Eminem, sob o ponto de vista de uma mulher que é assassinada e, então, atirada no oceano. "Eu estava atraída pela esposa, que não tinha nome nem face. Todo mundo dançando com essa canção, e ninguém parecia importar-se com ela", diz Amos.
A MENTE DE TORI (uma linha aponta para o reflexo dela no piano)
Normalmente, as canções vem de dentro de sua cabeça, mas StrangeLittleGirls oferece apenas interpretações. "Eu estava cuidando de Tash na Florida, e eu estava ouvindo muitos artistas, homens, nas rádios alternativas. E alguns deles realmente odiavam mulheres," Amos diz. "Eu pensei na minha filha e o que esses homens estavam pensando sobre as mulheres. Eu queria construir algum tipo de ponte, e eu percebi que essa era a única maneira de entrar na cabeça desses homens.
ISOLAMENTO ACÚSTICO (uma linha aponta para um quadrado da parede feita de madeiras quadriculadas)
"Aqueles são os 'icicles' ", diz Amos sobre os pequenos quadrados na parede que isolam acusticamente o estúdio. O isolamento de som permite a Amos e Mark que trabalhem em um silêncio contemplativo. Isso também mantém fora do alcance o barulho da criação de gado dos vizinhos. Elas são, segundo testemunhas, as vacas mais barulhentas do mundo.
CRAVO (uma linha aponta para o Cravo de Tori)
"Eu gosto de estar longe de onde o último estava, onde quer que ele estivesse" Amos diz, e você não pode ter maior forma de arte do que um cravo. No entanto, não é fácil. "Você tem que ter um técnico especializado em cravos. O cara que cuida do piano faz isso. Ele cai na estrada e cuida dele todos os dias." O técnico do cravo se deliciará ao saber que Tori "estava pensando sobre fazer 'I'm sick of You', do Iggy Pop, no cravo!

SOFÁ ANTIGO
Um belo artigo estilo rococó para relaxar entre as seções de gravação. "Eu perdi minha camisa nisso," Amos diz, tristemente. "Eles me disseram que era do século XIX, da Rússia. É do século XIX, mas..."
GUITARRAS
Amos não usa muitas guitarras, mas quando usa, Tori as faz contar na música. Nesse álbum, ela faz de "Heart of Gold", do Neil Young, um rock como Stooges em uma montanha russa pegando fogo. Estas guitarras, no entanto, estão descansando.
MICROFONE DE EFEITO [BOOM]
Operado por Marcel, o engenheiro musical-nudista "ele tem atração por tirar fotos dele nú" suspira Tori-que costuma gravar o rico som acústico do "grand piano", tanto quanto o rico som acústico da voz de Tori Amos.
O "GRAND PIANO"
O instrumento principal de Tori Amos é um imenso "grand piano" Bose. "Quão grande você acha que esse piano é?", ela urra. "Polegadas? Vamos! Me dê polegadas!" 60, nós arriscamos. "Cento e nove!", ela braveja.
O "FENDER RHODES"
Um instrumento do jazz clássico que, nas mãos de Amos, faz uma estranha música nova. "O Rhodes é o que usamos para 'Rattlesnakes' e 'I don't Like Mondays', sorri Amos, referindo-se à faixa de Lloyd Cole and The Commotions e ao venerável single do Boomtown Rats, ambos em StrangeLittleGirls

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