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outubro de 2001

Alternative Press

Tori Amos, figura pública -- agora, vem a dúvida. E aqui está o modo como a dúvida deve ser levantada: StrangeLittleGirls, diz Tori, foi inspirida em um nível por um artigo de Março de 2001 sobre a indústria da pornografia, de Martin Amis no Manchester Guardian, que abriu o artigo com uma afirmação de um dos astros da indústria pornô, "Bucetas são uma bobagem" (e no decorrer do artigo, bundas não são). Amis acrescentou que a opinião era claramente baseada na definição de "bobagem" do dicionário, que é "Nonsense que se destina a enganar".

Tori foi -- e é -- capturada pela estória. "O artigo de Martin Amis tinha acaba do sair [durante os estágio de planejamento de StrangeLittleGirls], e dizia que sexo humilhante e violento vende mais do que qualquer outro tipo. Você tem que se recostar e dizer, 'Ninguém mais pode fazer amor? Alguém está interessado nisso?' Nós estamos fazendo tanto progresso em tantos níveis e você chega ao ponto 'Oh, Jesus'. Estou ficando velha. Eu sou uma mãe agora. Há certas coisas que você começa a perguntar.

O artigo não diz nada do gênero, na verdade. (Há algumas estatísticas prontas que Amis é rápida em chamar a atenção que são, bem, bobagem). Mas a partir deste ponto não importa mais. Palavras tornaram-se atos que se tornaram canções que se tornaram palavras de novo. Tudo isso é parte do contexto das 12 canções de StrangeLittleGirls, todas escritas por homens, que Tori refez achando uma voz feminina nelas (e, em uma delas, gêmeas), vocalizando isso, numa maneira de cantar. E o mundo onde Tori está projetando suas vozes femininas é um mundo que, bobagem ou não, é dominado pelo sexo humilhante e violento. Não é nenhuma surpresa que as armas surgem de repente, não é nenhuma surpresa que as pessoas acabem mortas.

Não é uma coincidência que StrangeLittleGirls chegue nesse ponto da carreira de Tori Amos. Depois de ter sofrido três abortos (o último deles logo depois do show, em Londres, da turnê de 1999 com Alanis Morissette), o quarto foi impedido, e há mais ou menos um ano, Natashya ("Tash") chegou ao mundo. "Abortos são terríveis", diz Tori. "Eu fiquei tão doente. E, então, a última coisa que eu esperava que acontecesse -- eu fiquei grávida de Tash no Natal. Eu mudei minha vida, diminui i ritmo e tentei apenas aprender a como ser uma grávida.

Artistas tem eternamente adorado seus projetos -- canções, álbuns, pinturas, livros -- como sendo filhos, especialmente quando se pergunta de qual deles eles se orgulham mais. Tendo uma criança, literalmente, Tori decidiu agir nesse papel, de modo figurativo, e "fazer amizade" com algumas das crianças de Neil Young, Depeche Mode, Lloyde Cole, Joe Jackson e dos Beatles. "Eu estava rastejando e morando na cabeça desses caras, morando com suas crianças-canções", ela explica. "Era como sair num feriado de primavera com o filho de outra pessoa. Há algumas coisas que eles não contam para suas mães e foi desse modo que senti as canções e estava progredindo.

Depois de "conhecer" as crianças, Tori começou a escavar à procura das metades femininas (visíveis ou não visíveis, e até mesmo as que não existiam) em cada canção. na canção "97 Bonnie and Clyde", de Eminem, ela decidiu ser a mulher morta no porta-malas que é jogada no rio, e conseguiu -- os vocais daquela faixa chegam de uma forma arrepiantemente fria, morta mesmo. Em "Raining Blood", da banda Slayer, ela explicou a experiência de conviver com o personagem feminino assim: "Você fica esperando até que você recebe um tapinha no ombro, e você sabe que ela está aparecendo, esse personagem, essa pessos que pode transmitir a canção e sabe disso, e de fato você sente o seu corpo diferente. Para a faixa do Slayer eu andei da casa até o celeiro -- o estúdio é no celeiro -- e eu senti aquilo. Apareceu imediatamente, esse movimento da Resistência Francesa (a pessoa); quando eu ouvi 'slayer', eu a vi, eu sabia quem ela era. Eu tive a sensação dela. E em alguns dias ela chegou."

Então, nesse ponto, a dúvida -- bobagem ou não? -- está começando a brilhar como um neon. Por que diabos Tori não pode simplesmente chamar StrangeLittleGirls o que ele é: um álbum de regravações conceituais? Por Deus, o movimento da Resistência Francesa? Afirmações e conceitos como esse não significam muito para a opinião dos que não são fãs de Tori sobre ela e sua música. Eles ainda estão pensando que ela está lá no parte rural da Inglaterra, com as fadas e um chef de cozinha assalariado que está misturando alguns cogumelos estranhos no molho. Os céticos sempre querem saber: Por que ela não consegue simplesmente usar as palavras-chave da indústria da música? Por que ela não consegue ser como um músico insano do rock normal? "Y Kant Tori" leu entre as linhas e tornou isso mais fácil para nós? [o autor usa aqui um jogo de palavras com o título do primeiro e fracassado álbum de Tori].

Muitas perguntas, poucas respostas

Adrian Belew, residente em Nashville, Tennesee, membro do King Crimson, autor de 14 álbuns solo, e músico em alguns dos trabalhos de gente como David Bowie, Trent Reznor e agora Tori Amos (seu estilo incomum das guitarras aparece através de StrangeLittleGirls), não parece ser o tipo de cara dado à voos de fantasia. Ele pega sua guitarra, e ele vai e toca e ele é bom pra caramba e ele vai pra casa. Logo ele vai sair em turnê com o Crimson, uma banda que tem existido desde que Nixon era presidente. Mas ter passado cerca de uma semana escondido com Tori Amos assistindo-a dançar por lá enquanto ele trabalhava nas canções parece ter afetado muito o músico.

"Ela disse, 'Traga tudo que está intrigando [ou fascinando] você' ", ele lembra, "e eu tinha acabado de adquirir um sintetizador "fretless" [?] para guitarras. Há, talvez, apenas um no mundo. É uma guitarra "fretless" e também funciona como um sintetizador. Assim, eu toquei ela na canção de Neil Young (Heart of Gold).

Bom mundo da Guitarra até agora. E sua viagem para Cornwall foi bem rotineira -- ela trabalhou num projeto em comum com o baterista de loga data de Tori Amos, Matt Chamberlein, que pôs isso em boas palavras. Mas então, Belew mudou de direção: "O final de 'Happiness is a Warm Gun' virou uma versão blues, e foi tão inspiracional para mim que descobri uma maneira diferente de tocar guitarra. Eu tranformei o meu tremolo de uma maneira diferente -- eu nunca tinha visto ninguém fazer aquilo -- e isso me levou a tocar de uma maneira única.


Mais de trinta anos no negócio, nenhum estilo de guitarra novo. Dez dias em Cornwall: ele é Edison [Thomas Edison?] com o tremolo! O que está acontecendo aqui? "As pessoas por aqui oferecem uma certa energia", sugere Belew. "Tuda funciona junto. Houve até mesmo um ponto em que Tori estava no estúdio dançando próximo à mim enquanto eu estava tocando. Isso fez tudo ter uma eletricidade."

É assim que funciona quando você é convidado a ir tocar com Tori Amos. "Ela me disse para vir com com o que quisesse.", diz Belew, que rapidamente desenvolveu uma rotina. Tomava café no hotel onde se hospedou, olhava a paisagem do jardim, ia até lá para trabalhar em algo, e, no fim do dia, tinha um lanche caseiro, sentava-se por lá, conversando sobre política, música, etc. Isso lembrava um salão artístico antigo, uma prática que morreu nos últimos 100 anos. Era uma verdadeira camaradagem lá", ele lembra.

No momento que Belew chegou a maior parte do álbum já estava pronto. "Todas as faixas já estavam completas, na verdade, a maior parte delas já tinha vocais e tudo mais. Isso é incomum, a maior parte das pessoas me chama em um ponto em que eles ainda não tem posto os vocais e, desse modo, quando eu toquei, eu estava tentando responder à voz dela, o que não é algo que eu costumo fazer. Mas do modo que eu entendi, Tori faz uma performance, de uma vez só.

"O que você faria quando a garota da Resistência Francesa, de 'Raining Blood', aparecesse e desse um tapinha no seu ombro?", diz Amos. "A maior parte das canções são de um só take", ela diz. "É como eu faço isso, falando-se em performance. E quando ela aparece, você tem que capturar a acão.
Ela também é "esquerdista" em seus erros vocais, preferindo deixar a "voz" falar em cada canção, ao ínvés de fazer um segundo take e, possivelmente, perder o sentimento de seu sujeito. "Na música do Depeche Mode, eu esqueci de dizer 'esquecível', de modo que o verso 'palavras não tem sentido e são esquecíveis' virou 'inesquecíveis', porque é aonde tenho estado nos últimos seis meses. Elas não são esquecíveis.
Belew poderia muito bem concordar. "Foi mesmo uma experiência muito boa. Eu voltaria."
Para um fã de Tori Amos em particular, a única coisa melhor do que sentar na cama do quarto de hotel dela e conversar sentar na cama do quarto de hotel dela e conversar sobre pornografia. Ela mantém um pé no chão o tempo todo.

"Eu acho que o pornô, tendo experimentado isso eu mesma -- isso é a minha coisa", ela serpenteia, tendo vagueado de volta para o assunto do artigo de Amis [para o jornal The Guardian]. As pessoas estão comprando [fitas de] mulheres sendo violentamente estupradas para descerem [de um carro]. Isso não é pornografia. Pornografia costumava ser sexo erótico. A violência tem sido agora euqcionada com o prazer. Neil (Gaimen, escritor e amigo que contribuiu com descrições sobre os personagens de Tori para o encarte do CD e para programa da turnê) eu temos conversado sobre isso por horas e horas. Eu realmente acredito em consentir que adultos deveriam fazer aquilos que eles querem, mas você se encontra, às vezes, em situações que não se trata apenas de consentir aos adultos. Eu tenho centenas e centenas, em milhares de cartas, que contam que não se trata apenas de consentir isso aos adultos. Parte da minha vida está tentando criar um lugar seguro, de modo que o estupro não é algo que acontece apenas porque você é uma mulher. Não é uma coisa que esteja certa."

Os temas de violência masculina e do poder tem sempre flutuado através do trabalho de Tori Amos, mesmo pessoas que não conhecem muito além de "Me and a Gun" (do álbum, Little Earthquakes, de 1991) sabem que ela, aos 22 anos, teve sua própria asquerosa experiência particular, que tem sido chamada de estupro -- de modo que qualquer discussão nesses termos dá, automaticamente, uma aura moral, da perna para cima (mesmo se o pé dela está no chão). Mas mesmo entre os seus fãs mais leais, o estupro de Tori tem sido colocado sob a lente de um microscópio. Embora ela aborde o tópico de muitas direções diferentes, entrar no específico é, ao mesmo tempo, relevante e inútil. Tori é "ligada" em mitos ("para você ser realmente capaz de fabricar um mito moderno, e trazê-lo a vida, você tem que ser capaz de interpretar aquele personagem, ser aquele personagem. Você não pode ter Lady MacBeth no mito de Jesus".), e é o mito de seu estupro que tem feito importantes conexões e alterações na vida de sobreviventes de estupros e incestos, e dos próprios estupradores ("Eu recebo cartas de estutpradores dizendo 'Eu nunca pensei sobre isso antes do seu ponto de vista') além, é claro, do estabelecimento da RAINN, a Rede Nacional contra o Estupro, Abuso e Incesto.

Então, realmente importa se (pela sua própria confissão em uma entrevista de 1994) ela não foi sexualmente penetrada? Realmente importa se era ela e uma faca e não "Eu e uma arma" [referência à canção "Me and a Gun"]? Nem um pouco. Importa que ela foi mantida sob a ponta de uma faca, com a ameaça de ser ferida, que ela salvou a si mesma cantando para seu sequestrador e que ela terminou urinando em si própria? Sim. E se a única definição que as pessoas tem, atualmente, de "estupro" e a definição legal, elas precisam gastar um pouco mais de tempo com seus dicionários. "Eu realmente sinto como se eu tivesse sido psicologicamente mutilada aquela noite e que, agora, eu estou tentando juntar os pedaços de volta", ela disse naquela entrevista de 1994. "Através de amor, não do ódio. E através de minha música".

Tori Amos está manejando o nonsense para enganar?

Nonsense -- tão longe disso. Pretender -- questionável. Enganar -- uma palavra muito forte, mas sim. Se isso faz o mito mais forte, para dizer desse modo, se isso abre a canção de modo que outros, não apenas Tori, possam ouvir a vozes dentro dela, então, é muito melhor. Isso é o que faz de Tori uma das mais difíceis de se interpretar, apesar de todos os poderosos compositores que a América já produziu. Com Tori Amos o mito é a mensagem.

O personagem que Tori está melhor interpretando atualmente é o seu mais autêntico -- o de mãe. Dois anos atrás ela questionou se tinha a capacidade (psicológica, não física) de algum dia ter um bebê: "Eu estou neste estágio onde, do modo como penso sobre isso, eu estou me tornando completa como uma mulher. Tanto tempo vocÊ é a filha de alguém, ou a mulher de alguém, ou o amigo de alguém, ou a mãe de alguém, você sempre está tentando achar a sua infância, daí sua parceira, daí sua maturidade, e é bom apenas ter a sua condição de mulher. Eu estou adorando finalmente não ter de ser o "selo arremessando a bola no meu nariz" [?]. Qual o próximo truque a ser tirado de minha cartola?" O truque acabou se tornando uma meia-cesária, Tash [Natashya, filha de Tori], e quando fala de si [ou pode ser "de sua filha"] Tori é bem mais direta e pé no chão do que quando discute suas "filhas-canções". Ela é uma daquelas pessoas que vai imitar você", explica Tori quando perguntada que tipo de criança ela está educando. "Ela observa as pessoas e começa a espelhar elas de volta para si mesmas. Ela mostra seu sorriso quando você faz cócegas nela, mas quando eu rio, às vezes ela faz 'heh, heh, heh'. E você olha pra ela e diz 'Tash' ". O prazer que ela tem ao falar sobre sua filha é evidente. "Ela tem atração pela cozinha asiática. Ela tem predileção por salmão e brócoli", mas ela reconhece que "Apesar de eu estar pronta (para ter uma criança) há um longo tempo atrás, eu não teria sido uma boa mãe."

Seja o que for que tenha a feito mudar de idéia, Tori agora diz, "Eu percebi que você não pode colocar as necessidades dela e as suas em primeiro lugar, ao mesmo tempo. Não há negociação sobre isso. Eu não tinha antes a paciência de lidar com o comportamento infantil. Você tem que observá-las a cada segundo. E é bem difícil brincar com blocos por cinco horas. Paternidade não é para todos. Para algumas pessoas, os animais, as viagens ou passear no oceano. Qualquer que seja, há aquela coisa que abre estas janelas para vocÊ onde tudo se alinha".

Tash estará em turnê desta vez com sua mãe, e para Tori, deixar Tash em casa nunca foi uma alternativa, "apesar de nós termos que ajustar a programação um pouco para se ajustar à ela", ela nota. "Você ouviu sobre deixar bebês sonolentos descansarem? Se você tem certeza que um tornado não irá atingir sua casa, não os acorde." Três meses, ela diz, deve ser um bom período de teste para ver ser Tash reage bem à turnê. "Então precisaremos devolvê-la para algo que ela conheça". E devolver a mãe dela também -- assim que a turnê terminar, Tori estará novamente aprofundada em seu próximo álbum. "Eu tenho trabalhado agora por dois anos e meio, fazendo todas essas poderosas canções, rastejando dentro e fora de estruturas e vendo como elas solucionam as coisas". Quer algo mais específico? Nada, ainda. "Eu estou no âmago disso, como uma compositora". Ela diz, termina o assunto.

E como era de se esperar, o assunto de outras crianças. Apesar de nada estar esculpido em uma rocha, a quinta dácada que avança sobre Tori tem a ajudado a consolidar pelo menos uma coisa para Tori -- que de coração e alma ela é uma contadora de estórias e um musicista, algumas vezes trabalhando com os mitos de outras canções, e a maior parte do tempo inventando os seus próprios. Alguns vão ver isso como genialidade, outros como montes de outras coisas. Este ou aquele, ela vai continuar mantendo isso, em Cornwall, em seu salon feito em casa, dançando enquanto os músicos da seção trabalham nas faixas. "Não é minha intenção ter mais filhos", ela diz. "Olhe, algumas mulheres são grandes donas de casa. Eu não sou boa nisso. Sou uma péssima arrumadeira; eu seria despedida. Mas eu posso sim trazer pra casa o bacon. Sou uma musicista. Isso é o que eu faço. Eu seria uma mãe melhor se eu puder continuar sendo uma musicista. Essa é minha paixão."

E isso não é besteira.

As personagens de StrangeLittleGirls

New Age - "Ela é uma escritora, diz Tori, "uma observadora. Ela está fazendo uma pesquisa; ela está fazendo uma documentação como uma Enciclopedia Britânica da vida e experiências. O mote dela é, "Bem, estou fazendo uma pesquisa".

'97 Bonnie and Clyde - Essa canção é contada do ponto de vista da mãe que está a ponto de ser jogada de uma ponte por seu marido e sua filha pequena. "A coisa toda é que ela está ouvindo que seu filha está sendo puxada para o crime e é muito muito difícil quando você não tem ajuda e não pode interceder. Ela sabe que sua filha vai carregar isso para o resto da vida".

Strange Little Girl - "Essa é a menina cujo pai matou a esposa na canção de Eminem, já crescida, tendo que lidar com o fato de que foi cúmplice do assassinato. Ela tem uma dicotomia, porque ela está dividida -- mesmo quando os pais se divorciam, se eles fazem um dos filhos se voltar contra um dos pais, você está dividindo essa criança no âmago."

Enjoy the Silence - "Ela é uma showgirl, e eu a chamo de Isis. Ela deve brilhar em Vegas. Ela é a mais velha das showgirls lá, e tem estado por lá há um tempo. Há uma qualidade de maternidade nela, ela vê as outras mulheres que chegam à porta e são extorquidas. Ela sabe quem são os fantoches, e ela vê quando elas estão lá estendidas no chão, sangrando."

Rattlesnakes - "Ela é uma das minhas favoritas, ela é um enigma para mim de tantas maneiras. Eu tomei copos de café com ela algumas vezes, e nós tivemos papos muito bons. Mas ela é muito difícil de se entender. Ela tem esses olhos sonhadores; ela adora dirigir até o deserto."

I'm not in Love - Ela é uma garotinha de fetiche. ela está no BDSM [?]. Tudo com ela é sobre poder. E ela não está realmente apaixonada, ela não está mesmo. Ele foi apaixonada uma vez e está tendo uma aventura diferente na vida. Ela irá trilhar por muitas estradas."

Time - "Ela é a morte. Eu acho que todo mundo escolhe como vê a morte. Então para mim, ela é a Grim Reaper [Colhedora de amarguras], e eu a vi. Porque 'Time' é o tique-taque da Tori.

Heart of Gold - "Aqui estão as nossas gêmeas. Elas são garotas de espionagem econômica - o mote delas é 'Não é glamouroso, é apenas negócio.' Elas se infiltram em corporações, acessam informações e enviam para alguém. Bom ou mau, isso depende de que lado você está. Elas não estão lá fora protestando com cartazes, elas estão jogando xadrez com esses grandões das corporações. Não é sobre protesto pacifista, é sobre ser muito efetivo, fazendo o trabalho ficar pronto."

Happiness is a Warm Gun - "Uma das últimas pessoas que Mark David Chapman chamou antes de assassinar John Lennon foi uma garota de programa. E nós não sabemos se eles fizeram sexo ou se eles apenas conversaram, mas ele disse para ela 'ficar quieta'. Dessa maneira, essa música é cantada através dos olhos dessa garota de programas de classificados."

Raining Blood - "Ela é uma mulher da Resistência Francesa cuja irmã foi assassinada. Ela foi ao submundo depois da morte de todos que ela conhecia. Ela está chamando certos poderes, que não são diferentes daqueles que Himmler [ou Hitler?] e os nazistas estavam chamando, só que eles usaram as forças negras. Nossa mulher da Resistência Francesa conhece os mitos e está chamando as forças e trabalhando com alquimia."

Real Men - "Ela é um ser andrógino, como um cavalo do mar. Sua essência é a combinação anima/animus [psicologia Jungiana: anima- parte feminina da personalidade masculina/ animus - parte masculina da personalidade feminina], a junção das duas coisas em um. E isso é o que ela projeta para o mundo. Neil Gaiman está convencido de que ela é um ele, mas eu não concordo. Acho que ela é andrógina."

 


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